segunda-feira, 28 de abril de 2008
Ainda não sei ao certo o que vi nela. Seu carinho, sua meiguice, a maneira que “tirava uma com minha cara”. Seus olhos sinceros que procuram por algo diferente, algo novo. Seus olhos trêmulos que não conseguem mentir nem para si mesma. Seus olhos tensos, às vezes com medo.
Espero o momento que ela me diga aquilo que só ela pode dizer...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Gosto muito de ti
Em todas as vezes que te vejo por fotos minhas ou alheias. Quando nos falamos mesmo que com alguns vários quilômetros nos separando. Você continua sendo alguém muito especial em minha vida.
Adoro você
Em todas as vezes que estamos juntos e o mundo parece parar. Quando queria poder estar ao seu lado o tempo todo, sair junto contigo como namorados de mãos dadas e curtir cada ultimo momento que ainda iremos vivenciar
Amo você
Em todas as vezes que quero beijá-la, e beijá-la muito. Quando necessito sentir cada parte do seu corpo pouco a pouco, com todo romantismo e sensualidade. Quero estar com você, mesmo querendo beijar, também, aquela que conversa agora contigo, aquela francesa que não conhecestes e até aquela cantora de quens gosta.
Mas...
Largo tudo se quiseres algo comigo e apenas comigo, mesmo sabendo que é meio impossível, prefiro imaginar do que admitir que tal fato jamais acontecerá. Não iria querer beijar outra boca, rosto, corpo se não o seu.
Enquanto isso
Vou me encontrando com outras. Muitas vezes estando com elas pensando em você. Trocando carinhos pensando que é com você. Abusando e deixando ser abusado pensando que é você.
Esperando que um dia tudo que for nosso, vire apenas um.
sábado, 19 de abril de 2008
Tudo Azul
Saudades de você tico,
BjUs de Sophi
A vida sempre nos apronta alguma coisa. Parece que quando estamos mal, ela consegue trazer algo pior, mesmo que depois tudo fique azul. Quando as coisas estão boas, sempre vem algo para nos desconcertar. Não necessariamente um desconcerto ruim, mas apenas um desconforto. Pode ser uma proposta de emprego melhor do que a sua, ou então uma linda garota chamando-lhe de muito charmoso ao pé do ouvido em francês, e até quem sabe uma oferta relâmpago imperdível em uma empresa aérea.
Tais fatos nos deixam balançado. Mas o que eu quero retratar em algumas linhas que podem ser visualizadas e lidas através do código binário ou então através de uma relação de areas porosas e não porosas é que na maioria das vezes essas situações nunca vem isoladas. O caso da proposta de emprego, por exemplo, ela acontecerá justamente na mesma semana que seu chefe lhe chama para conversar e lhe pedir que tenhas paciência, que se tudo der certo as coisas poderiam melhorar para você. E assim mais uma vez dúvidas rondam a sua massa cefálica. Ou talvez vai ocasionar a mudança de toda sua rotina, que - por sinal - tremulamente com muito esforço, você conseguiu construir. O inglês nas segundas e quartas, a aula de saxofone, o instrumento que desde pirralho você quis aprender, às sextas, as aulas de natação nas terças e quintas e tudo mais.
Seguindo a ordem, a segunda situação vem acontecer justamente quando o seu coração está totalmente oco, vazio, ainda se recuperando de uma relação amorosa mal resolvida. Até que então o que ecoa da vibração das cordas vocais dela penetra o seu tímpano, chegando até as ligações cerebrais e enfim fazendo algum sentido. É como se uma flecha não apenas invadisse o coração, mas sim atravessasse todo o peito lascando metade do pulmão. O clima de romance começa a pairar no ar quando você se lembrar que ela tem namorado e que você irá voltar para a sua cidade natal em apenas 3 dias e que ambos - talvez - nunca se vejam.
Pra completar essa epopéia, você está doido pra viajar e a promoção da companhia aerea é justamente para o local que você desejava ir desde as férias passadas, não concretizando porque o orçamento estava apertado. Você percebe que dessa vez os custos cabem em seu orçamento e você não vai ficar apertado, até porque a viajem vai ser em um feriadão no final do mês. Ai então você se lembra que tinha marcado alguma coisa que nem se lembra ao certo pra fazer com algum familiar seu, ou recebe um comunicado que vai ter que trabalhar naquela data específica e que, por mais que você queira compensar a data ou trocar com alguém, não vai poder ou conseguir porque “você é a pessoa exata para desempenhar tal tarefa”.
pode me acompanhar.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Tudo que eu queria te mostrar
É melhor do que aqui
Quero lutar
E nunca desistir
Mas quero mudar
Quem sabe fugir
Quem vai me mostrar
Para aonde eu devo ir
Mas eu vi você
andando pôr ai
Sozinha, largada,
mas olhou para mim
Me mostrou um sorriso
Aquele sorriso
Que me conqu7istou
Me tirou o juízo
Me mostrou um sorriso
Aquele sorriso
E agora eu vou
Mas você me ensinou
A nunca desistir
Quem sabe um dia
Eu vou conseguir
E aqueles sonhos
Que um dia eu escrevi
Fizeram de mim
Um homem mais feliz
Porque eu consegui
Realizar
Tudo o que eu
Queria mostrar
E eu vou
Agora eu vou
Com, você pro infinito
E eu vou
Agora eu vou
Para onde os homens procuram
A felicidade
Um dia
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
A Roda Gigante
É engraçada como as coisas na nossa vida acontecem, um dia desses vi uma grande roda gigante e fiquei alguns por alguns minutos apenas observando. Como ele parece girar com uma grande imponência, como alguns tem medo de subir, enquanto outros estampam um imenso sorriso no rosto – o qual eu já conheço – por terem a dádiva dee estarem ali.Pensei então que do que é a vida senão uma grande roda gigante, que hora estamos lá em cima e hora lá em baixo? De que do que seria a vida do que não um grande ciclo onde as coisas começam e acabam no mesmo ponto, assim como um grão que “morre, nasce trigo, vive e morre pão”. Do que seriamos nós, pobres mortais se não víssemos as coisas por outro ângulo, por outros ares? Se não respirássemos um ar diferente de vez em quando?
Hoje vejo que na verdade, o parque não era tão de grandioso, a roda gigante não era tão gigante assim, mas que simples coisas me ajudaram a ver o mundo de uma maneira diferente, mostrando que nem tudo é como pensamos ser ou pensamos ter visto, fazendo com que não me esqueça que a vida é um só, e mesmo que pareça bobo, faça aquilo que te fazes feliz, como quem sabe...andar numa roda gigante.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Contando historias...
Certa vez, um casal que se amava muito queria muito ter uma filha, mas nunca conseguiam. Até que voltando do bosque, eles ouvem um choro entre as arvores e saiem correndo para ver o que era. Eles encontraram uma cesta com uma bebe dentro...um lindo bebe. Mais que depressa, eles pegam o cesto e levam para casa, tentando imaginar o que poderia ter acontecido para aquela jovem criança, com alguns meses de vida, estar abandonada no bosque. De qualquer maneira, eles adotaram a pequena e frágil menina e a deram o nome de Liz. Liz, foi crescendo, crescendo, crescendo e algo em especial despertava a curiosidade de seus pais adotivos. Ela queria voar, mas queria voar mesmo, não era confete não, ela fala
va em voar, sonhava em voar e até mesmo ficava batendo as asas para tentar sair do chão. Ela sempre dizia para os pais, “vou lá em cima, lá em ‘cimão’ mesmo, vou pegar nas nuvens e voltar para trazer um pouco para vocês”. E quanto mais ela crescia, essa vontade de voar aumentava. Quando Liz completara seus 10 anos, passa pela cidadezinha que ela morava um circo, não muito grande, mas um circo daqueles que saiam pelos vilarejos fazendo espetáculos e animando as crianças.Os pais adotivos, como todos os pais, levaram Liz para assistir o espetáculo. Nossa como ela ficou impressionada. O mágico, os palhaços e principalmente os equilibristas. Quando o espetáculo acaba, Liz sai correndo e vai conversar com apresentador do circo, que também era o ilusionista. Ela disse que tinha adorado o espetáculo, e pediu muito para que ele a ensinasse a voar. Ele responde curioso com o que a menina tinha dito, “
Voar? Eu ouvi bem, você disse que quer voar?”. A menina apenas balança a cabeça com um grande sorriso. Nesta hora, os pais de Liz chegam e começam a conversar com ilusionista que depois descobrem se chamar Zark. Depois de esclarecido o mal entendido, Zark pede aos pais da menina, para junto com sua esposa levá-la com eles, para a menina aprender o oficio do circo e depois de muita pratica, quem sabe até voar. Puxa...isso pega os pais de Liz de surpresa. Como é que alguém pede para levar a filha que eles amam tanto? Abandonar mais uma vez a menina que eles encontraram no bosque? Mas porque não dar a oportunidade da menina realizar seu grande desejo? Depois de muita conversa, eles deixam Liz ir com Zark e sua esposa, Morgana. Na despedida, aquela saudade apertando o peito. Abraça de um lado, beija do outro e finalmente Liz parte para uma jornada que ela nem imaginava o que estava por vim. E eles comeram a viajar para todos os cantos possíveis e imagináveis. Zark ensinava tudo que sabia para a menina, que de certa forma, levava muito jeito para a arte circense e Morgana tratava a menina como uma filha. Não demorou muito para Liz entrar no picadeiro e começar a ser malabarista e equilibrista. Ela nunca esqueceu sua primeira apresentação, não sabia se ol
hava para o publico, se jogava os malabares ou se saia correndo e voltava para atrás do picadeiro. Mas com tudo isso, a menina nunca tinha esquecido do seu sonho, do seu grande sonho que era voar, e sempre perguntava insistentemente para Zark e Morgana quando ela finalmente voar. Quando Liz completa 16 anos de idade, Zark e Morgana fazem uma festinha para ela, com o pessoal do circo e depois caminham com Liz para passear por uma floresta que tinha na cidade que dessa vez eles tinham parado. Liz, pergunta aos dois quando ela ia voar de fato. “Mas Liz, você já voa através do trapézio. Você rasga o ar com a sua beleza”. Mas a menina diz que não, que queria voar como os pássaros. “Mas Liz, isso é só uma aventura ou é algo especial para você”, pergunta Morgana, sendo imediatamente respondida por Liz dizendo que era isso que ela mais queria fazer no mundo. Ouvindo isso, Zark e Morgana trocam rapidamente olhares. Olham ao seu redor. Eles observam uma arvore a uns 100 metros de distancia deles e com uma altura que nem dava para ver o topo dela direito. “Liz, você vai voar agora. Está vendo aquela arvore ali? Suba nela e só pare quando estiver no topo”. A menina sem entender direito, segue as “ordens” daquele homem que durante 6 anos tinha cuidado dela como se fosse uma filha dele e ensinado tudo que ele sabia. “Tudo bem que em diversos momentos ele brigou comigo, disse coisas absurdas, mas ele tinha cuidado de mim”, pensava ela. A menina, começa a subir, subir, subir. Lá de baixo, Morgana começara a perder a menina de vista. Quando Liz chega no topo, ela dá um grito dizendo que chegou. Morgana agora toma a rédia as situação. “Se você tiver coragem, e realmente quiser voar...se solte da arvore...AGORA”. Liz apavorada com a altura e com a visão de tinha de baixo ficou com medo. “Vamos logo se solte”, disse Zark. Ao mesmo tempo a menina estava cheia de adrenalina e via a chance de realizar o que tanto quis e procurou, e de repente...
domingo, 6 de janeiro de 2008
O Elevador
Quando eu era mais nova - porque de velha não tenho nada – eu sempre brincava com minhas amigas sobre “adivinhações”, “o que é o que é?”, “quem sou eu?” e essas coisas que crianças adoram brincar. Lembro-me claramente de uma das perguntas, “qual o único meio de transporte que não faz curva?”, ficava pensando, pensando, pensando e para a minha surpresa, a resposta era um meio que me fascinada e me fascina ainda hoje, o elevador.
Não me lembro ao certo a primeira vez que entrei em um elevador, mas lembro que minha mãe disse que meus olhos brilhavam, brilhavam e minha boca custava a se fechar. Quando o elevador “falava” comigo perguntando o andar que eu queria ir, informando a hora certa, ou então avisando se o elevador estava subindo ou descendo me deixava mais fascinada ainda. Como se diz em marketing, este advento me deixou encantado, superando minhas expectativas. Ficava horas e horas tentando entender como aquele mecanismo funcionava e admito que até hoje não sei exatamente como acontece.

A vida é uma coisa bastante engraçada, o que me tirava o fôlego no passado hoje me faz refletir em como ele influencia o convívio humano. Desculpe-me a intimidade, mas você que está lendo esse texto seja em sua casa, esperando ou elevador ou nele mesmo, já deve ter passado por uma situação constrangedora dentro deste meio de transporte. Quando digo constrangedora, quero emplacar o mais amplo sentido desta palavra. Quantas vezes você já esteve do lado de uma pessoa desconhecida, cumprimentou a pessoa como uma voz bem baixa – quando falou alguma coisa – e não ouviu resposta do outro lado, indo os dois calados, estáticos sem dar uma palavra. Ou então quando, você mulher, se sentiu paquerada, ou até mesmo percebeu olhares mais insinuantes em direção ao seu corpo. Um dos que eu mais gosto é quando sempre tem um “gaiato(a)” para ficar de conversinha com você, quando o que mais se quer é chegar em casa, tomar banho e dormir.
Eu entendo, eu entendo tudo isso, mas você já se perguntou porque a maioria dos celulares não pega / pegava dentro do elevador? Por que a cada dia que passa malmente conhecemos o nosso vizinho de porta, ou então como em algumas vezes já aconteceu comigo que eu entro no elevador e vejo um rosto desconhecido, e para a minha maior surpresa, percebo que essa pessoa já mora no prédio há alguns anos. Porque a cada dia nos isolamos em nossos “mundos particulares” e esquecemos que não estamos no “mito da caverna” como já disse o grande filosofo Sócrates.
Acho que questionamentos como esse nos fazem repensar muito em como estamos levando a
nossa vida. Já diria Oswaldo Montenegro, “aonde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora”, na sua linda e triste canção “A lista” – a qual eu recomendo que todos ouçam, e a qual acredito que fala por si só.Se encontrarem o caminho parecido com o qual cheguei, uma série de possibilidades poderá surgir na sua cabeça. Sei lá, sair abraçando todos os quais nos rodeiam - o que para mim seria excelente, mas se não se acha tão audacioso, lembrem-se que se relacionar com quem está próximo conosco é necessário e fundamental para qualquer ser humano, além de ser bastante sadio, de se trocar experiências e laços afetivos e tantas outras coisas boas as quais podemos fazer.
Hebert Vianna